Dicas

Poda de pereira

Os benefícios da poda

As pomóideas são fruteiras cujo cultivo pode dar muita satisfação, mas que requerem alguma atenção e cuidados periódicos. Inclui também a poda, operação fundamental para o crescimento e o desenvolvimento exuberante da planta. Até a quantidade e qualidade da fruta podem ser fortemente influenciadas por uma poda adequada, em benefício de quem quer provar os produtos naturais da sua horta ou pomar. A poda é, portanto, uma operação que deve ser reservada a qualquer planta, mas que deve ser realizada de acordo com as necessidades específicas da planta: serão tidas em consideração a idade e as características relacionadas com o desenvolvimento da planta, mas também a técnica de cultivo, para um cuidado integral da pêra capaz de garantir as melhores condições de desenvolvimento e crescimento da planta. A poda também é importante para a prevenção ou cuidado da própria planta: a pereira pode estar sujeita a ataques de parasitas ou doenças fúngicas, que podem ser combatidos com a poda. Se por um lado cumpre importante função preventiva ao tornar a planta mais forte e robusta, por outro lado a poda pode ser uma solução se a infestação já está em curso mas ainda localizada: com o corte do galho pode assim ser erradicado.

Técnicas de cultivo de pereira


A poda da pereira deve levar em consideração suas características específicas, mas também aquelas relacionadas à técnica de cultivo, que podem influenciar nos métodos de crescimento e desenvolvimento da pereira. As principais técnicas de cultivo são três: eixo duplo, palmeta ou fuso, aplicadas indiferentemente para cultivo serial ou caseiro. O cultivo da palmeta e do eixo duplo envolve o crescimento da parede e pode, portanto, ser adotado no caso de espaços não muito grandes disponíveis, a fim de colocar mais plantas no mesmo terreno. Em particular, o crescimento de eixo duplo prevê o desenvolvimento de dois ramos principais que, competindo entre si pelos recursos disponíveis, permitirão uma produção de rebentos e frutos luxuriantes combinada com um desenvolvimento horizontal contido. O cultivo do fuso, por outro lado, proporciona um maior desenvolvimento horizontal e, portanto, requer mais espaço e maior distância entre uma planta e outra: neste caso é aconselhável manter pelo menos um metro entre as pereiras da mesma linha e pelo menos três e meia distância entre uma linha e o outro. A necessidade de uma poda cuidadosa também dependerá da distância das plantas: é importante que as plantas individuais não subtraiam luz e nutrição umas das outras.

Poda de pereira


Como vimos, não é possível identificar uma única técnica de poda, mas é necessário avaliar as operações a serem realizadas com base em vários fatores. Dentre estes, os principais dizem respeito às características das pereiras, que são a idade e as necessidades específicas de desenvolvimento ou reforço, e possivelmente a eliminação de partes danificadas da planta. Por outro lado, será importante levar em consideração a técnica de cultivo utilizada para manter o desenvolvimento das plantas individuais sob controle. Porém, é possível identificar diretrizes que se relacionam com a técnica de cultivo. Quanto ao desenvolvimento do fuso, uma poda correta será útil para reduzir o período de improdutividade inicial: neste caso, optaremos para a manutenção de cinco ou seis ramos principais com gema apical e poda de todos os outros ramos. A poda das palmetas pereiras permitirá o desenvolvimento de alguns ramos espaçados, para favorecer o desenvolvimento horizontal e garantir que cada ramo pode aproveitar ao máximo a luz solar direta. A poda desempenha um papel fundamental sobretudo no cultivo de dois eixos, pois permite o desenvolvimento equilibrado das duas partes principais, evitando que uma prevaleça sobre a outra, sufocando-a e privando-a de alimento.

Poda de pereira: períodos de poda

Para que a poda da pereira seja eficaz, é importante que seja efectuada nos períodos mais adequados para favorecer o correcto desenvolvimento da planta e o seu óptimo crescimento. As podas principais far-se-ão a partir do ano seguinte ao plantio, no período de inverno, entre Janeiro e Fevereiro, eliminando nomeadamente os ramos que se desenvolvem para o interior e os menos sãos e vigorosos, para favorecer o desenvolvimento controlado. Uma nova poda pode ser realizada no verão, em junho, para corrigir os rebentos que se desenvolveram desde a primeira poda inicial e assim confirmar a forma já indicada com a poda principal. Do contrário, ramos longos e finos desenvolveriam-se dessas ventosas, inadequadas para a frutificação, que roubariam o alimento dos ramos mais úteis e produtivos.

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